quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amor causal


A neblina deixou a noite mais sinistra do que usualmente. Os postes iluminam o trecho pequeno- quase nada. Eu ando com meus sapatos tilintando pela calçada úmida com o vento batendo no rosto trazendo as gotículas de uma fina garoa, saudades da terra da garoa.
A cada passo que dou penso na vida, na morte e nas sucessões de meus renascimentos. Penso nas merdas que fiz e nas que farei devido à minha falta de entendimento e compreensão. Quero ser sábio, mas sou um errante por natureza.
Através da névoa que se rasga ao passar, eu penso e me rasgo de prazer pela vida. Quero ter tudo, mas eu sei que isso não é permitido, que se faça valer o que possa ser.
Se não posso ter, pelo menos que eu possa doar, quero dar minha vida, minha morte, meu amor.
Abro meu coração para te dar, dar-lhe-ei sem apego, quero satisfazê-lo, aceite... me aceite.
E a distância me consome, mas assim sendo eu quero te dar tudo de mim, sem cobranças... meu amor condicional.

...meu amor causal.


T!

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