quarta-feira, 7 de julho de 2010

Na busca de mim

Estou em busca de mim, de minha vida
Do meu momento de gente grande
Da famosa independência.
Você estava lá, pulsante
Ardente como fogo dentro do meu peito
Vivo e me fazendo viver como nunca

Em um susto você se desfez,
Desintegrou-se como partículas
E um vazio negro tomou conta de mim.
Não enxergo as pessoas, não olho o movimento
As calçadas são apenas passadas de gente
Gente indigente.

A saudade é grande e a certeza é cada vez maior
Enquanto o tempo passa
Eu percebo a cada segundo que você não é mais um
Não foi mais um e nunca será um “mais um”.
Você é aquele que o meu coração se entregou
E quer ser entregue a cada suspiro, a cada gosto do seu beijo

Meu coração quer acalentar seu sofrimento,
Quer trazer alegria para sua vida,
Mesmo que ele não seja tão sensível às vezes
E não tenha meios hábeis suficientes
Sua intenção é a melhor e o seu amor
É imenso, infinito 
...

Como o universo.

Enquanto isso, eu tento seguir o meu rumo
Tentando aprender a viver por mim mesmo.


Tsering!

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