domingo, 1 de agosto de 2010

hoje acordei



Hoje acordei nostálgico
sentindo a brisa de um inverno que chegou
vendo os galhos secos lá fora


Aqui dentro um calorzinho confortante
ao abrir os olhos eu me vi sozinho
ali, no meu cantinho.


A sensação foi de agradabilidade
conforto
um sentimento bom.


Acordei querendo beijos
beijos não haviam ali
outro alguém também não


acordei desejando carinho 
a mão quente de alguém
que acariciasse meus cabelos


desejando um rosto colado ao meu
deixando o calor da respiração tocar o meu rosto
um sorriso demonstrando um amor


acordei feliz
apenas com o contentamento


e me regozijei por isso.

Tsering!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Na busca de mim

Estou em busca de mim, de minha vida
Do meu momento de gente grande
Da famosa independência.
Você estava lá, pulsante
Ardente como fogo dentro do meu peito
Vivo e me fazendo viver como nunca

Em um susto você se desfez,
Desintegrou-se como partículas
E um vazio negro tomou conta de mim.
Não enxergo as pessoas, não olho o movimento
As calçadas são apenas passadas de gente
Gente indigente.

A saudade é grande e a certeza é cada vez maior
Enquanto o tempo passa
Eu percebo a cada segundo que você não é mais um
Não foi mais um e nunca será um “mais um”.
Você é aquele que o meu coração se entregou
E quer ser entregue a cada suspiro, a cada gosto do seu beijo

Meu coração quer acalentar seu sofrimento,
Quer trazer alegria para sua vida,
Mesmo que ele não seja tão sensível às vezes
E não tenha meios hábeis suficientes
Sua intenção é a melhor e o seu amor
É imenso, infinito 
...

Como o universo.

Enquanto isso, eu tento seguir o meu rumo
Tentando aprender a viver por mim mesmo.


Tsering!

domingo, 4 de abril de 2010

A Deusa e o Homem


Estava um dia lindo no Monte Olimpo. Os campos com grama verde robusta e pequenas flores amarelo-ouro mostravam que a primavera sempre esteve presente naquele lugar. Por entre as árvores andava a mais sensual de todas as deusas. Com os pés tocando a relva, Afrodite olhava a natureza e contemplava. Suas echarpes esvoaçantes, assim como seu longo cabelo sedoso tinham um poder magnetizador extremo. Seu rosto era terno e pacífico e o olhar relaxado.

Afrodite olhava à sua volta e pensava no amor que se distribuía por todo aquele lugar, pensava nos mais pequenos animais que viviam em perfeita harmonia.
Após um longo trajeto, ela se depara com um grande abismo, com uma fenda enorme. Este desfiladeiro apontava para o reino dos humanos lá embaixo. Caótico e destrutivo, dele subia uma fumaça negra com um cheiro desagradável para a sensibilidade dos deuses. Os tímpanos da deusa vibravam estridentemente com os gritos, choros e lamentações vindos dos homens lá de baixo. O medo tomava conta de todos.

Dentre esses medos, o maior era do de amar. Os homens ao longo de suas vidas criaram a idéia de que o amor trazia feridas, e se eles voltassem a amar novamente, as feridas se abririam e eles então sofreriam.
Ao se deparar com isso, Afrodite chorou, chorou muito e suas lágrimas se transformaram em chuva para aqueles humanos. A chuva lavava tudo e levava embora toda a sujeira criada e transformada. Mas as lágrimas não conseguiam lavar o medo, o medo de amar. E Afrodite se sentiu incapaz, impotente e arrasada por não conseguir ajudar os humanos.

Por mais poderosa e sedutora que fosse, seu poder era barrado pela mente humana.
E a cada dia que passa, eles se tornam mais destrutivos.

... e a deusa continua a chorar, por toda a sua eternidade.


Tsering!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Yön Ten


Yön Ten sempre me trouxe felicidade
Me trouxe alegria
diversão
com sua expressão doce
de criança
Lindo e doce

Yön Ten sempre me deixou bem
sempre me deu aconchego
sempre...

Yön Ten me faz crescer
me deixa "orgulhoso"
me faz admirá-lo
me põe no prumo
pensa nos outros
é leal, querido
amoroso
protetor

e isso aumenta todos os meus sentimentos por ele a cada dia
e eu sempre fico feliz, perto dele ou não.

T!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amor causal


A neblina deixou a noite mais sinistra do que usualmente. Os postes iluminam o trecho pequeno- quase nada. Eu ando com meus sapatos tilintando pela calçada úmida com o vento batendo no rosto trazendo as gotículas de uma fina garoa, saudades da terra da garoa.
A cada passo que dou penso na vida, na morte e nas sucessões de meus renascimentos. Penso nas merdas que fiz e nas que farei devido à minha falta de entendimento e compreensão. Quero ser sábio, mas sou um errante por natureza.
Através da névoa que se rasga ao passar, eu penso e me rasgo de prazer pela vida. Quero ter tudo, mas eu sei que isso não é permitido, que se faça valer o que possa ser.
Se não posso ter, pelo menos que eu possa doar, quero dar minha vida, minha morte, meu amor.
Abro meu coração para te dar, dar-lhe-ei sem apego, quero satisfazê-lo, aceite... me aceite.
E a distância me consome, mas assim sendo eu quero te dar tudo de mim, sem cobranças... meu amor condicional.

...meu amor causal.


T!